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Rio de Contas: azeite conquista medalha de ouro em Concurso em Paris
Rio de Contas: azeite conquista medalha de ouro em Concurso em Paris

Foto: Divulgação
23.Set.2021 // 06:30

O azeite de Rio de Contas, da Chapada Diamantina na Bahia, conquistou medalha de ouro. Originado de azeitonas plantadas no Nordeste do Brasil, esse azeite teve a primeira extração realizada no último mês de fevereiro no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Maria da Fé. Os resultados da terceira edição da Olio Nuovo Days Competition divulgados na quinta-feira (16), em Paris (França), confirmam o sucesso dos azeites nacionais em concursos sensoriais pelo mundo. O Bests of the Southern Hemisphere reuniu participantes de três continentes, América, África e Oceania, e premiou os melhores blends e monovarietais. Dentre os mineiros, o azeite Monasto, de Maria da Fé, recebeu medalha de Ouro, e as marcas Vertentes, de Andrelândia, e Zet, de Maria da Fé, foram finalistas. Segundo a Agência Minas, para a produção dos 280 litros de azeite foi necessária uma viagem de cerca de 20 horas em caminhão frigorífico, entre o munícipio baiano de Rio de Contas e o Sul de Minas Gerais. Todos os esforços foram feitos para garantir a integridade e as características das azeitonas da variedade Arbequina, evitando a oxidação e a fermentação. “Quando armazenamos as azeitonas em temperaturas entre 4° e 6°C, conseguimos interferir no processo respiratório e amenizar os efeitos que poderão impactar na qualidade do produto final”, explica o coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, Luiz Fernando de Oliveira, acrescentando que as azeitonas são frutos climatéricos, que continuam a respirar após a colheita, e que, por isso a extração deve ser feita de imediato. O empresário Christophe Chinchilla conta que o cultivo de oliveiras na região da Chapada Diamantina começou há 15 anos por iniciativa de seu pai. Natural do sul da França, região de Provence, Didier Chinchilla encontrou em Rio de Contas condição edafoclimática similar à de sua terra natal, famosa pela produção de azeites. A primeira colheita ocorreu em 2018, mas não houve produção de azeite. Três anos depois, e após algumas correções agronômicas, a nova produção resultou no azeite premiado. Christophe Chinchilla avalia que é necessário saber mais sobre o processo, uma vez que a produção ainda é incipiente. “Nossa recomendação continua sendo de muita cautela. As oliveiras que deram frutos na última safra, não deram flores agora, o que indica que não vão produzir no próximo ano. Temos 100% de convicção de que a Chapada Diamantina é um bom terroir para produzir azeitonas, mas não sabemos o que fazer para dar certo todos os anos. Temos muitas questões a ser respondidas: Será que nesse ano faltou frio? Será que precisa de uma altitude maior? Será que condição de solo precisa ser melhorada? Será que é o manejo? Ainda estamos em fase de testes. Em quatro anos tivemos duas safras. Por isso deixamos esse alerta aos agricultores da região que querem investir, isso é um experimento e o retorno em renda pode demorar”